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Para Quem Gosta de Viajar, Sentir Adrenalina e Paz… Português / English

Poesias

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Ser livre de conceitos e censura
dos meus pensamentos, censor sou demais
os conceitos que uso, são os do meu mundo
me dispo de falsas moralidades
tento captar de tudo que me passa nos sentidos
sinto que o verso rimado me poda a ideia
a gramática não importa muito mas
tento ser compreensível das coisas da vida
mas as vezes me sinto um bizarro idiota
mas escrevo de tudo, basta que a ideia me deixe mudo
por isto procuro uma ideia remota
que me eleve a tempos distantes
em que os sonhos eram simples e singelos
diferente do agora em que queremos tudo
e ter o nada que seria a verdadeira rota
que seguíamos naqueles tempos de antes
tempo de crianças a correr e a cantar
nas chuvas com cheiro de terra vermelha
e o arco Iris, a bela paisagem pintar
o amor sem pré conceitos na infância
em que se conjuga o único verbo, amar.
CACO—14/05/09—
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Procuro encontrar um ser que não vem
espero pacientemente desde aquela partida
sua muda comunicação corrói-me inteiro
mas espero que a volta seja breve
e um dia será…..talvez
desde que partiu seu olhar me viu desnudo
e me dei inteiro naquele momento o que podia
e vives em meu pensamento, tão viva
como se fosse agora aquela linda hora
em que tanto suguei este querer possessivo
que todo me dei, acho que a assustei
e do todo que me dei o maior foi-me inteiro
foi querer te-la pra sempre e tenho
habita-me o coração vives em meu pulsar
e minhalma voa em uni versos distantes
a procura de ti e que se achegue sem receio
os gêmeos se encaixam perfeita mente
mesmo que a distância nos limite do mundo
me deixe só, já que na partida estava claro
a faísca num olhar de amor e despedida.
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As vezes penso que sei
mas como se nem de mim
sinto o mundo efervescente
e mergulho nas entranhas deste viver
onde exercito um nado de aprendiz
e vou sabendo do saber pausadamente
ignorante no mundo em que vivo
descortino saberes e me atiro avidamente
desejos de desertos insondáveis da mente
onde interrogo as estranhezas do desconhecido
e quando me deparo a um novo saber
constato na descoberta já ter intuído aquilo
que me foi descortinado limpando as nevoas
que na cegueira faziam-me ignorar
coisas que sempre existiram na vida
e nesta sopa cósmica abraço o aprendizado
que levo comigo pela vida a fora
muito embora sem saber pra que serve
este ser curioso nadando infinitamente
nas correntes deste mar do conhecimento
e me conhecendo, sei que não sei
de mim, de nós e do mundo enfim.

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Sem retorno
o que foi, passou
e saudades fica e corrói
dói nas vísceras
e nada te trás
não há retorno
ficou no passado
boas lembranças
um querer impossível
e tive tão pouco
tão intenso me dei
que agora o que sobra
são pedaços de mim
dilacerado num grande amor
e fica a dor e lembranças
de dias intensos
em que inteiro fui
e agora no ninho
o retorno sozinho
e não me alimento
de esperanças
já que ficaram pra trás
dias felizes em que fui
iluminado em sua luz
num caminho de sonho
que jamais acordarei
a semente plantada
brota em pensamentos
reconfortantes.
4
” Há meu amigo, pela poeira, pela trincadura, pela moldura
fora de moda, mas, principalmente por este ser estranho
que vejo aí refletido, você também envelheceu espelho meu.
Cadê aquela cria linda e jovem que aqui passava,
fazendo poses e arrumando o cabelo, que agora com
telhado esbranquiçado, tenta reler traços em rugas que
contam histórias de tempos distantes quando o novo
espelho era o acessório mais usado, naqueles tempos em
que teu vidro brilhava, como meus olhos que hoje é só um
velho esboço de um tempo que foi, qual poeira no vento.”
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Tem corpo putrefato na praia
E os corvos comem e limpam
O resto de vida num resto de dia
Digerem e transformam para o novo
Renascer sob os estercos
E o dia digerido se vai
Dá lugar as entranhas da noite
E quiçá, nasçamos no amanhã
A voar com as gaivotas na luz
Onde as cores se mostrarão
E nós, como fungos sobreviveremos
Cogumelos mutantes e devoradores
De vidas que se esvaem no fim
De um crepúsculo encarnado
A esperar a vez de se doar
E ser dilacerado em linda tarde
Onde a transmutação se dá
E o dia se esvai como a vida
Da qual não teremos jamais controle
Nos entardeceres felizes
Onde crianças brincam e gritam
E o bucólico é transição contínua
Que pede passagem e atropela
Os que ficam em fins de tarde a esperar
O inesperado momento a saber
De tudo o que nada se sabe.
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Sabemos o que nos fazem mal, tanto que tentamos fugir,
mas acorrentados estamos.
Por um sistema que aprisiona e nos suga.
As férias e folgas, são na verdade, espaços criados,
para que pensemos ser possível fugir disto tudo.
E um simples final de semana nublado, apaga nossos sonhos.
E o sistema nos mostra que precisamos vender mais um
pouco de nosso tempo de vida, para pagar mais um feriado
prolongado ou as próximas férias que tirarei só vinte dias e
venderei ao trampo o resto para pagar contas.
E assim se passam trinta e cinco anos, se não morrermos
antes, e vem a aposentadoria.
Agora sim, vou viajar, vou pro pantanal, pro Rio, pra Machu Picchu,
realizar sonhos. Mas a costela me dói,
a cabeça já não funciona bem, estou quase surdo e enxergar, quase nada.
Colheita dos anos de labuta.
Mas mesmo assim, vou. Viagem de ônibus é mais barato,
aposentadoria curta. E vou, reclino a poltrona e durmo.
Chego em Cusco, rodoviária, todos descem, menos eu.
Motorista chama e não acordo. Sacode chamando e nada, morri.
Como não fugi quando pude, agora me vejo ali,
no sono eterno.
Desta vida que passou, sou luz que tudo quis, mas me vendi.
E até que o sono mortal é reconfortante,
pareço até um anjinho ali deitado no banco do
busão de segunda, no Perú e confesso que não vi.

Caco-2013.

6

Passo a passo anda o peregrino

pisos firmes no presente e o futuro
incerto a frente e as surpresas do porvir
é o que lhe faz estasiado
e assim caminha sem pressa
na fé na força contemplando
tudo o que se vai apresentando
sejam nas fortes tempestades
ou no bucólico por do sol
vai seguindo sem destino
e sua fé não falha e olha o horizonte
onde estará num breve futuro
e curte cada segundo do momento
no agora, no já vai cantando e agradecendo o viver feliz
do eterno presente, um habitante.
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Fontes > https://www.facebook.com/caco.artes

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